Pesquisa, Saúde Mental, Educação e Inovação


Eu no Mundo
Somos um Instituto dedicado ao acolhimento, à pesquisa, à educação e à inovação orientados por uma ética da singularidade humana.
Nosso compromisso é sustentar um espaço seguro, ético e sensível, onde cada pessoa, em sua história, corporeidade, modos de percepção e formas de relação, possa ser reconhecida para além de modelos normativos e reducionismos diagnósticos.
Trabalhamos com equipes especializadas e em diálogo permanente com a produção científica contemporânea, articulando rigor investigativo, escuta qualificada e práticas clínicas e educativas de base humanista.
Reconhecemos a neurodiversidade como um campo fundamental de estudo e ação, mas compreendemos que toda existência é singular: cada sujeito se constitui no encontro entre corpo, mundo, linguagem, cultura e vínculos. Por isso, nossos serviços e projetos buscam integrar conhecimento técnico, responsabilidade ética e sensibilidade às condições concretas de vida.
Na área clínica, oferecemos cuidado integral e acompanhamento qualificado, voltados tanto às necessidades da pessoa quanto ao fortalecimento das redes que a sustentam (família, escola, comunidade e trabalho).
Na educação, investimos na formação de professores, famílias e profissionais, promovendo práticas inclusivas e sustentáveis que reorganizam o ambiente pedagógico para ampliar participação, pertencimento e aprendizagem.
Assim, apoiamos trajetórias individuais e, simultaneamente, contribuímos para a construção de comunidades mais justas, equânimes e inovadoras

Nossa História
O Instituto Eu no Mundo nasceu em 2020 do encontro entre experiência vivida, clínica, pesquisa e educação.
Sustentamos uma ética da singularidade humana e o compromisso de construir práticas inclusivas com participação real de pessoas neurodivergentes e com deficiência, porque nenhuma proposta de cuidado ou educação pode ser feita sem considerar quem vive seus efeitos. É dessa base que desenvolvemos nossos programas, incluindo o Programa Aldeia Atípica, voltado à implementação de cultura inclusiva em escolas e redes de ensino.
Breve Histórico
O conceito de neurodiversidade emerge no final dos anos 1990 como parte de um movimento que propõe deslocar o olhar da “correção do desvio” para o reconhecimento de variações humanas e para a construção de acessibilidade, participação e direitos.
Embora Judy Singer seja frequentemente creditada por nomear o termo, a literatura contemporânea destaca que sua formulação e circulação ocorreram de modo coletivo, em diálogo com comunidades autistas e ativismos do período

Pessoas Neurodivergentes
No IBGE (Censo 2022), 2,4 milhões de pessoas declararam ter diagnóstico de autismo feito por profissional de saúde (1,2% da população), com maior prevalência na infância, especialmente entre 5 e 9 anos.
Nota: “neurodivergência” é um termo guarda-chuva e não possui uma única métrica oficial; por isso, aqui priorizamos indicadores públicos comparáveis (Censo/PNAD/Censo Escolar).

Mercado de Trabalho
Dados da PNAD Contínua (módulo Pessoas com Deficiência) evidenciam desigualdades estruturais: a taxa de participação na força de trabalho foi de 66,4% para pessoas sem deficiência, contra 29,2% para pessoas com deficiência; e o rendimento médio real habitual foi menor entre pessoas com deficiência.
Esses números apontam que inclusão exige política institucional, acessibilidade e desenho de ambientes sustentáveis, não apenas “boa vontade”

Educação
Na educação básica, as matrículas de estudantes com TEA aumentaram 44,4% entre 2023 e 2024 (636.202 → 918.877), segundo o Censo Escolar 2024 divulgado pelo Ministério da Educação (MEC)/Inep.
O dado não é apenas quantitativo: ele exige qualificação pedagógica, reorganização de práticas e construção de cultura escolar de pertencimento.
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